10.11.09

aww.

7.11.09


© gennine's art blog

enviar e receber cartas ou postais ainda me acontece.

6.11.09

até já me trazem prendas de NY e tudo.
directamente do MoMA, i present you THE BALL OF WHACKS.

obrigada, Zé :D

20.10.09

longe de mim querer ser repetitiva, mas o inverno é bom. e é bom porque nos dá sofás, chocolates quentes, bons filmes, casacos, botas, cachecóis e luvas; dá-nos chuva (do outro lado da janela ou a escorrer pelos cabelos), dá-nos uma outra predisposição para o amor, os abraços quentes, os lençóis de algodão lavados e cheirosos, as meias nos pés, o ficar mais tempo na cama de manhã só porque sabe bem, o aconchegar naqueles braços que já me conhecem a forma; dá-nos outra visão do mundo, gotas de orvalho nas folhas, boas fotografias, preto e branco, rastos de respiração que ficam para trás; dá-nos um pouco mais de vida, acho.

6.10.09

adoro estes fins-de-semana em que consigo fazer de tudo um pouco, do extremo fantástico que envolve a moleza total até ao outro extremo quase obrigatório dos jantares e saídas com amigos. sinto-me completa quando tenho ambos. consigo pôr as minhas séries em dia (sigo atentamente umas dez e tenho mais umas quantas para começar a ver), consigo avançar na leitura e ver os filmes que vou acumulando e que nunca consigo ver. em condições, leia-se. deitada ou encostada na minha cama ou no sofá, enquanto devoro uvas. é como pipocas, mas um tanto ou quanto mais agradável.
fins-de-semana de moleza. adoro. e este último foi assim.
aproxima-se uma semana de luxo.
trarei notícias da modalisboa mais tarde (mesmo que não interesse a ninguém).

:)

29.9.09

illustration tuesday




© shen plum

25.9.09

seis personagens à procura de autor

um palco. actores que vão chegando para um ensaio de uma qualquer peça indefinida.



















a descontracção natural de jovens despreocupados que vivem o teatro como rotina saudável. "desliguem os telemóveis, vamos começar o ensaio!". aos seus lugares. «desculpe, mas estão aqui umas pessoas...", "mas eu agora estou a ensaiar".

e nas palavras de antonin artaud , "e eis que surge uma família em luto, com rostos esmaecidos e como que vindos de um sonho. são seis personagens que procuram autor e que tentam viver. querem ser mergulhados num drama. são mais reais do que tu, encenador, trapalhão imundo. são reais e provam-no...».

o teatro ontem foi bom. o elenco era, sem dúvida, de luxo: joão perry, um homem de semblante pesado, vivido, em constante luta interior com o exterior; sylvie rocha, perigosa, quente, desvairada, um papel fortíssimo e que me fez admirar um bocadinho mais esta actriz; lia gama, uma mãe desgraçada pelas vicissitudes de uma vida sofrida, a perda dos filhos e do homem que pensava amar (passou por mim na baixa e entrou no metro... segui-a! mas perdi-a logo de vista quando entrei na linha verde...); não quero descurar os restantes actores, bastante talentosos por sinal, mas não reconheci maior parte deles. talvez pura ignorância minha, não sei.

o questionar constante do eu real ou fictício, se somos actores na nossa vida ou apenas personagens de um drama que não escolhemos, o desvendar minucioso, aos poucos, de todos os acontecimentos marcantes, tenso, muito tenso. faz-nos pensar. texto de luigi pirandello, encenação de jorge silva melo. para ver no teatro são luiz.